Juan Manuel Velázquez Ramírez
Os agentes da oposição rotularam López Obrador de 'naco', 'índio pata rajada', 'populista', 'autoritário', 'ignorante', 'ditador', 'comunista', 'narco-presidente' e 'polarizador', entre muitos outros adjectivos. Estas verbalizações faziam parte da guerra híbrida contra o antigo chefe do executivo. Uma guerra que se prolongou por décadas. Essa guerra continua, agora contra a nova presidente, Claudia Sheinbaum. Ela foi chamada de 'narcocandidata', 'judia', 'mulher de gelo', 'insensível', 'mentirosa', 'porril', 'revoltada', 'desastrada', 'autoritária', 'ridícula', 'arrogante', 'comunista', 'desordeira', 'medrosa' e 'fantoche de AMLO'. Tudo isto e muito mais, apesar de a sua administração estar apenas a começar. A guerra vai continuar porque é essa a vocação da oposição. E continuará até que recuperem o controlo do governo e do poder. Este artigo desenvolve abordagens para compreender o que tem sido esta guerra híbrida, considerando a sua inspiração teórica, os seus fundamentos estruturais, a sua dimensão conflitual, o seu enquadramento ideológico, a sua expressão prática e sugestões para a enfrentar.